A produção brasileira de rações e suplementos crescerá a uma taxa anual de 3% em 2026, segundo projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Essa previsão foi divulgada no âmbito do Salão Internacional da Proteína Animal do Brasil (SIAVS) 2026, que está sendo realizado em São Paulo.
Trata-se de um evento do setor agroindustrial que reúne empresas, especialistas e entidades para debater produção, tecnologia, mercado e saúde em carnes, ovos e rações. O evento impulsiona negócios, inovação e cooperação setorial.
Produção brasileira de rações
O SIAVS 2026 contará com cerca de 31.000 visitantes, 3.250 produtores e 400 expositores.

A produção brasileira de rações e suplementos foi estimada em 94,2 milhões de toneladas em 2025 e poderá atingir 97,3 milhões em 2026.
Os frangos de corte, as galinhas poedeiras e os suínos representaram, juntos, 67,8 milhões de toneladas em 2025, cerca de 72% do volume nacional. Para 2026, a demanda conjunta desses segmentos está projetada em 69,8 milhões de toneladas.
- Principais segmentos da produção em 2025 (milhões de toneladas):
- Frangos de corte: 37,85 em 2025; 39,05 em 2026; variação de +3,2%.
- Galinhas poedeiras: 7,43 em 2025; 7,73 em 2026; variação de +4,0%.
- Suínos: 22,48 em 2025; 23,05 em 2026; variação de +2,5%.
- Total nacional — rações balanceadas e suplementos: 94,18 em 2025; 97,33 em 2026; variação de +3,4%.
Principais macroingredientes das rações balanceadas
O milho representa mais da metade do volume estimado de rações balanceadas e suplementos produzidos no país. A farinha de soja é a segunda principal matéria-prima em volume. Em 2025, a indústria de rações utilizou aproximadamente 51,1 milhões de toneladas de milho e 19,8 milhões de toneladas de farelo de soja.
Os frangos de corte, as galinhas poedeiras e os suínos concentraram cerca de 42,9 milhões de toneladas de milho e 15,6 milhões de toneladas de farelo de soja utilizados nas rações balanceadas.
- Ingredientes (milhões de toneladas):
- Milho: 51,13 em 2025; 52,73 em 2026; variação de +3,1%.
- Farinha de soja: 19,75 em 2025; 20,39 em 2026; variação de +3,2%.
Disponibilidade e competitividade
A oferta nacional de milho, soja e farelo de soja é um componente estrutural da competitividade da proteína animal brasileira. A produção agrícola em grande escala, o processamento da soja no país e a proximidade entre os pólos produtores de grãos e as regiões de criação sustentam uma indústria de rações de grande porte. Além disso, a conversão desses insumos em carnes e ovos também agrega valor à produção agrícola no país.
No entanto, a disponibilidade nacional não torna os custos independentes do mercado internacional. Os preços do milho e da soja continuam sujeitos à taxa de câmbio, à paridade de exportação, às condições de cada safra, aos estoques, à demanda interna e externa e aos custos logísticos.
Assim, a escala de produção de insumos constitui uma vantagem básica, enquanto a competitividade efetiva também depende da produtividade, da eficiência industrial, da infraestrutura e da estabilidade econômica.
Como funciona o sistema produtivo
A produção brasileira reúne produtores integrados e independentes, cooperativas, agroindústrias, fornecedores de insumos, assistência técnica, serviços veterinários oficiais, inspeção e distribuição. Essa articulação permite a coordenação sanitária, a padronização, as economias de escala e o atendimento a diferentes mercados.