18 de Setembro de 2026

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Exportações de produtos aeroespaciais do México para os Estados Unidos crescem 23,9%

17 septiembre, 2026
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Um jato executivo Bombardier Global 7500, com pintura branca texturizada, voa em grande altitude sobre um mar de nuvens iluminado pela luz do pôr do sol.
Foto: Bombardier. Ilustração que mostra um jato executivo Global 7500 em voo, representando a sofisticada tecnologia aeroespacial que o México exporta para os Estados Unidos e outros mercados globais.

As exportações de produtos aeroespaciais de tecnologia avançada do México para os Estados Unidos cresceram a uma taxa anual de 23,9% no primeiro semestre de 2026. Elas atingiram 2.046 milhões de dólares, segundo dados do Departamento de Comércio.

De modo geral, entre as principais exportações aeroespaciais mexicanas destacam-se componentes de motores, turbinas, fuselagens, trens de pouso e chicotes elétricos. Essas remessas também incluem sistemas de aviação, superfícies de controle e materiais compostos. A esses produtos somam-se os serviços de manutenção, reparo (MRO) e engenharia avançada.

Exportações de produtos aeroespaciais

De acordo com a Federação da Indústria Aeroespacial Mexicana (FEMIA), o México está entre os 10 principais países fabricantes de produtos aeroespaciais.

Gráfico informativo sobre o setor aeroespacial no México, que mostra US$ 10.900 milhões exportados em 2024, um crescimento médio de 14% ao ano, 386 empresas e mais de 65.000 empregos.
Crescimento do setor aeroespacial mexicano: em 2024, as exportações totalizaram 10.900 milhões de dólares, colocando o México entre os 10 principais fabricantes, com 386 empresas que geram mais de 65.000 empregos.

Em 2024, as exportações mexicanas do setor totalizaram 10.900 milhões de dólares. Essas vendas externas registraram um crescimento médio anual de 14% na última década. No país, operam 386 empresas no setor aeroespacial. Elas geram mais de 65.000 empregos.

A indústria aeroespacial no T-MEC

No final de 2025, a Aerospace Industries Association (AIA) dos Estados Unidos solicitou ao Representante Comercial da Casa Branca (USTR) que aproveitasse melhor o Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá (T-MEC).

Na perspectiva da AIA, os acordos comerciais também podem ser aproveitados estrategicamente para reduzir a dependência de cadeias de suprimentos ligadas a adversários. Além disso, esses acordos podem aumentar a competitividade dos exportadores norte-americanos.

Por exemplo, a AIA argumentou que o T-MEC tem apoiado o setor aeroespacial e de defesa dos Estados Unidos. Esse acordo está ajudando-o a competir com indústrias aeroespaciais estrangeiras, tanto as já consolidadas quanto as emergentes.

Na opinião da AIA, o T-MEC pode ser aproveitado ainda mais para fortalecer as cadeias de suprimentos. Ele pode também manter o acesso a minerais críticos e matérias-primas. Ademais, pode reduzir a dependência de adversários e empreender ações multilaterais contra suas práticas desleais.

Defesa europeia

Em 2024, a União Europeia (UE) publicou a Estratégia Industrial de Defesa Europeia (EDIS), uma iniciativa pioneira destinada a aumentar a preparação para a defesa e a autonomia estratégica em nível da UE. Ao mesmo tempo, a iniciativa busca reduzir as dependências no setor de defesa.

A EDIS incluiu uma proposta normativa e orçamentária — dotada de 1.500 milhões de euros para o período de 2025 a 2027 — para estabelecer um marco claro e uma estrutura de investimento na indústria da UE. No entanto, sua abordagem estratégica excluiu parceiros-chave, como os Estados Unidos.

Paralelamente, o Conselho Europeu promoveu medidas para limitar o uso do programa norte-americano de Vendas Militares ao Exterior (FMS, na sigla em inglês) entre os Estados-membros.

Os membros da AIA receberam com satisfação o fato de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter obtido compromissos da UE para a aquisição de mais equipamentos de defesa fabricados nos Estados Unidos.

 

Imagen cortesía de Redacción Opportimes | Opportimes