Com base nos dados sobre o comércio de aço no México, a Câmara Nacional da Indústria do Ferro e do Aço (Canacero) expôs preocupações relacionadas à produção na América do Norte. Além disso, mencionou a superprodução mundial desse metal.
As principais produtoras de aço no México são a Ternium, a ArcelorMittal, a AHMSA, a Deacero e a GERDAU Corsa. No país, esse metal é indispensável para o desenvolvimento da indústria automotiva. Também é fundamental para a construção de infraestrutura, a indústria pesada e a fabricação de eletrodomésticos.
Dados sobre o comércio de aço no México
Total de produtos siderúrgicos em 2025
- O México importou aproximadamente 15,7 milhões de toneladas métricas (MMT).
- O México exportou apenas 3,8 MMT.
- Consequentemente, o país registrou um déficit comercial de 11,9 MMT.
- As importações cobrem aproximadamente 48% do consumo aparente total.
- O México é um importador líquido de produtos siderúrgicos, com destaque para os Estados Unidos como fornecedor externo.
- Os Estados Unidos são o principal exportador de aço para o México, representando 25% das importações de produtos siderúrgicos e aproximadamente 12,0% do mercado mexicano.
Produtos siderúrgicos acabados em 2025
- O México importou aproximadamente 10,5 milhões de MMT.
- O México exportou apenas 2,4 MMT.
- Assim, o país registrou um déficit comercial de 8,1 MMT.
- As importações cobrem aproximadamente 42% do consumo aparente total.
- Os Estados Unidos são o principal fornecedor de produtos siderúrgicos acabados do México, representando 37% dessas importações (aproximadamente 15% do mercado mexicano) e mantendo um saldo positivo constante de cerca de 2,5 milhões de MMT em 2025.
Déficit de produção na América do Norte
Os Estados Unidos têm mantido um saldo positivo constante com o México em produtos siderúrgicos (aproximadamente 1,3 MMT em 2025), o que torna o México a única grande economia produtora de aço com a qual os Estados Unidos mantêm um superávit.
Além disso, os setores siderúrgicos do México e dos Estados Unidos apresentam déficits em produtos acabados e semiacabados, o que se explica por um consumo maior em relação à capacidade operacional de produção de aço.
Nesse contexto de déficit na produção de aço na região do T-MEC, a Canacero expôs que as regras de origem atuais para produtos siderúrgicos acabados fazem sentido (mudança tarifária de chapas para aço laminado), uma vez que permitem aos produtores regionais de aço satisfazer a demanda por chapas com produtos de aço plano.
Excesso de capacidade na China
Durante anos, o setor siderúrgico mexicano tem denunciado os efeitos distorcivos do excesso de capacidade na produção de aço estrutural.
Por exemplo, quase 50% das investigações antidumping, tanto as em andamento quanto as recentemente iniciadas no México, envolvem países com excesso de capacidade, como a China.