A Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, Caminhões e Tratoras (ANPACT) solicitou o reconhecimento das normas dos Estados Unidos no México ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
O México não tomou medidas suficientes para reconhecer formalmente as Normas Federais de Segurança de Veículos Motorizados (FMVSS) dos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, os processos de certificação atuais para bens importados são longos e complicados no México, em particular para produtos originários dos Estados Unidos.
Reconhecimento das normas
Na opinião da ANPACT, essas barreiras administrativas dificultam a integração da indústria de caminhões de médio e grande porte na cadeia de valor da América do Norte.
A Associação considerou que seria prático e benéfico para o México reconhecer formalmente as normas dos Estados Unidos relativas a caminhões de médio e grande porte e suas peças, o que reforçaria a coerência em todo o setor automotivo.
De fato, o Relatório de 2024 referiu-se à “norma PROY-NOM-014-SCT-2-2019, que regula as proteções traseiras anti-encaixe para ônibus convencionais e veículos do tipo caminhão unitário com mais de 4536 kg”.
De acordo com a ANPACT, essa norma é um exemplo de que, apesar do compromisso do governo mexicano, ainda existem barreiras a serem superadas. Nesse sentido, o governo dos Estados Unidos deve promover o reconhecimento mútuo das normas e a atualização da regulamentação mexicana para garantir uma maior harmonização regulatória.
Indústria de caminhões
Uma das considerações do T-MEC enfatiza que suas Partes se comprometem a “facilitar o comércio de bens e serviços entre elas por meio da prevenção, identificação e eliminação de barreiras técnicas desnecessárias ao comércio, do aumento da transparência e da promoção de boas práticas regulatórias”.
Esse compromisso reflete o alto grau de integração econômica na região norte-americana. A base produtiva do México abastece não apenas o mercado americano, mas também uma ampla gama de outros destinos — incluindo Colômbia, Peru, Chile, Equador, Guatemala, Costa Rica, Panamá, El Salvador, República Dominicana, Honduras, Nicarágua, Porto Rico e Austrália —, seguindo em grande parte as Normas Federais de Segurança de Veículos Motorizados (FMVSS) dos Estados Unidos.
No entanto, na prática, o México não tomou medidas suficientes para reconhecer formalmente as normas FMVSS, e os processos atuais de certificação para mercadorias importadas são longos e complicados, especialmente para produtos originários dos Estados Unidos.
Essas barreiras administrativas dificultam a integração da indústria de caminhões médios e pesados na cadeia de valor norte-americana.