Qual é o valor total do transbordo ilegal de mercadorias para os Estados Unidos? Para responder a essa pergunta, a Casa Branca levou em consideração cinco análises, tanto do setor público quanto do privado.
Em seu relatório “A Grande Fraude do Transbordo”, a Casa Branca indicou que as estimativas variam entre 40.000 e 303.000 milhões de dólares por ano.
Os diferentes resultados dependem da metodologia e das definições utilizadas.
Transbordo ilegal de mercadorias para os Estados Unidos
A Goldman Sachs apresenta a estimativa mais conservadora, ao isolar o canal de desvio de rotas. O Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca estima o possível transbordo ilegal em um intervalo entre 34.200 e 89.600 milhões de dólares.

Já o próprio relatório utiliza um valor intermediário arredondado de 60 bilhões de dólares. A Exigir elabora uma estimativa central de aproximadamente 75 bilhões de dólares com base em uma análise por produto e por fluxos de remessa.
Por sua vez, o Departamento de Comércio identifica um parâmetro de referência mais amplo de 109 bilhões de dólares em transferências comerciais e estima, separadamente, cerca de 67 bilhões de dólares em transbordos ilegais por meio dos principais centros logísticos para o ano de 2025.
O relatório pode servir de base para que o governo do presidente Donald Trump imponha novas tarifas.
Evasão tarifária
O Departamento de Comércio identifica um parâmetro de referência mais amplo de 109 bilhões de dólares em transferências comerciais e estima, separadamente, cerca de 67 bilhões de dólares em transbordos ilegais para o ano de 2025 por meio de centros logísticos-chave. A estimativa da Altana, de 303 bilhões de dólares, representa uma medida abrangente do limite superior de exposição.
Essas estimativas não são cumulativas nem diretamente comparáveis, uma vez que utilizam diferentes conjuntos de dados, metodologias, critérios de seleção de produtos e definições de transbordo ilegal. No entanto, todas coincidem na conclusão de que a magnitude da possível evasão tarifária e da alteração de origem é economicamente significativa.
Origem das mercadorias
O transbordo ilegal pode incluir várias práticas. Entre elas estão a reetiquetagem, o reembalamento e a refaturamento de mercadorias. Também pode envolver pequenas transformações ou declarações falsas sobre o país de origem.
Essas ações visam obter um tratamento tarifário preferencial. No entanto, tal benefício não seria concedido se a verdadeira origem econômica dos produtos fosse reconhecida.
Portanto, um país sujeito a tarifas elevadas pode tentar entrar no mercado norte-americano por meio de outra jurisdição com tarifas mais baixas. Dessa forma, busca reduzir seus custos de importação.
Por sua vez, o país intermediário pode se beneficiar ao participar da produção, do processamento, do armazenamento ou da logística dessas mercadorias. A China representa o exemplo histórico mais claro desse tipo de prática.