A política tarifária dos Estados Unidos em relação ao México é regulada principalmente pelo T-MEC e pelas seções 122, 232 e 301.
O México posicionou-se como o principal parceiro comercial dos Estados Unidos no comércio de produtos em 2025. Os fluxos comerciais de bens entre os dois países atingiram 872,834 bilhões de dólares.
Política tarifária dos Estados Unidos
As exportações do México para os Estados Unidos totalizaram 534,874 bilhões de dólares em 2025, um aumento de 5,8% em relação a 2024. Já as importações mexicanas provenientes dos Estados Unidos subiram 1,2%, para 337,960 bilhões de dólares. Esses dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio.
O México lidera o comércio com os Estados Unidos graças à segurança jurídica do T-MEC, ao impulso do nearshoring devido à proximidade geográfica, à substituição das importações chinesas diante das tensões geopolíticas e a uma profunda integração produtiva nas cadeias de abastecimento globais.
No comércio bilateral, do México para o mercado norte-americano, destacam-se a General Motors, a Ford, a Stellantis e a Tesla (setor automotivo). Além disso, destacam-se a Foxconn e a Flextronics (eletrônica). Também é importante o Grupo Bimbo (alimentos). Dos Estados Unidos para o mercado mexicano, lideram a Valero e a ExxonMobil (energia). Junto com elas, participam gigantes da tecnologia como a Intel e a HP, e empresas agroindustriais como a Cargill.
Tarifas vs. livre comércio
As importações dos Estados Unidos provenientes do México estão sujeitas a uma tarifa de 10% aplicada nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Essa tarifa está em vigor desde 24 de fevereiro de 2026 por um período máximo de 150 dias. No entanto, há exceções para os produtos que cumprem os requisitos das regras de origem do T-MEC e que se beneficiam delas.
Certas importações dos Estados Unidos provenientes do México também estão sujeitas a tarifas de diferentes alíquotas nos termos da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962. Isso inclui as importações de automóveis e peças automotivas, aço, alumínio e cobre.
Em fevereiro de 2026, o Governo iniciou duas investigações, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, sobre o excesso de capacidade industrial e a proibição de importações de bens produzidos com trabalho forçado, o que poderia resultar em tarifas adicionais sobre as importações provenientes do México.