O Acordo Comercial Provisório (ACP) entre o México e a União Europeia permitirá ao México a eliminação ou redução imediata de tarifas aduaneiras. Assim, o México poderá acessar o mercado da União Europeia para os produtos cuja abertura bilateral ainda estava pendente.
A União Europeia (UE) constitui uma associação política e econômica única, baseada na cooperação entre nações soberanas. Ela surgiu após a Segunda Guerra Mundial para promover a interdependência e prevenir futuros conflitos. Além disso, o bloco evoluiu de seis membros fundadores para os atuais 27 Estados.
Hoje, a UE é um pilar de estabilidade e prosperidade que integra grande parte da Europa Central e Oriental.
Acordo Comercial Provisório
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, assinarão no próximo dia 22 de maio o Acordo Global Modernizado. Este acordo está sujeito à ratificação do Parlamento Europeu, dos legislativos dos 27 países membros e do Senado mexicano.
Por sua vez, o secretário da Economia, Marcelo Ebrard, assinará com o comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, o Acordo Comercial Provisório (ACI). Este acordo entrará em vigor imediatamente.
“A assinatura do Acordo Comercial Provisório é uma ótima notícia para o México. Ela permitirá que as empresas e os agricultores mexicanos — desde as grandes empresas até as PMEs — tenham acesso preferencial, praticamente sem tarifas, a um mercado de 450 milhões de pessoas nos 27 países que compõem a União Europeia”, afirmou a Secretaria da Economia em um comunicado à imprensa.
Por exemplo, uma PME mexicana de chocolates artesanais poderá competir na Alemanha sem pagar os arancéis que seus concorrentes asiáticos pagam.
O setor agrícola e agroindustrial mexicano são os grandes vencedores do ACE, conforme destacou a Secretaria da Economia. Além disso, esse acordo, acrescentou, gerará “um boom nas exportações agrícolas mexicanas”.
Oportunidades de negócios
Diversos produtos agroalimentares mexicanos — incluindo a banana de Chiapas, Tabasco e Oaxaca; o mel de Yucatán e Jalisco; o açúcar e o piloncillo de Veracruz; bem como os aspargos de Sonora e da Baixa Califórnia do Sul — terão acesso ao mercado europeu com tarifas preferenciais ou nulas. Por outro lado, esses produtos cumprem os mais rigorosos padrões sanitários, o que lhes confere uma vantagem competitiva em relação a outros fornecedores globais.
Além disso, produtos com Denominação de Origem, como o Café de Chiapas, a Pimenta Habanero de Yucatán, a Baunilha de Papantla, a Manga Ataulfo do Soconusco e a Cajeta de Celaya, contarão com proteção legal em toda a União Europeia, garantindo a exclusividade de seus nomes contra possíveis imitações.