O comércio entre o México e a União Europeia (UE) bateu recorde em 2025, de acordo com dados do Parlamento Europeu. Além disso, tem potencial para continuar crescendo com a próxima entrada em vigor do Acordo Comercial Provisório (ACI).
Em 2025, o comércio entre a União Europeia e o México, tanto de bens quanto de serviços, atingiu um recorde histórico de 86,8 bilhões de euros em bens. Além disso, chegou a 29,7 bilhões de euros em serviços.
Comércio entre o México e a União Europeia
Entre as principais empresas mexicanas que exportam bens para a União Europeia estão a Cemex, a Gruma, a Sigma Alimentos, o Grupo Bimbo, a Orbia e a Nemak. No setor de serviços, destacam-se a Softek (TI) e multinacionais do entretenimento, como a Cinépolis.
Por outro lado, as principais corporações da União Europeia que exportam produtos e serviços para o México pertencem aos setores automotivo, farmacêutico e tecnológico. Destacam-se a Volkswagen, a BMW, a Siemens, a Danone, a L’Oréal e a Inditex. Somam-se também empresas de serviços globais como o BBVA e o Santander (financeiras) e a Telefónica (telecomunicações).
A UE e o México chegaram a um acordo ambicioso, o ACI, em linha com os acordos comerciais mais recentes. Por exemplo, acordos como os assinados pela UE com o Canadá, o Japão, a Nova Zelândia e o Chile.
O ACI abrirá novas oportunidades para o comércio e o investimento em ambos os mercados e promoverá o emprego na UE. Entre outros aspectos, o Acordo eliminará a maioria dos direitos aduaneiros e ampliará o acesso aos contratos públicos. Além disso, liberalizará o mercado de serviços, oferecerá condições previsíveis para os investidores e contribuirá para impedir a cópia ilegal de inovações e produtos tradicionais da UE.
O ACI também inclui todas as garantias necessárias para assegurar que os benefícios econômicos não sejam obtidos em detrimento dos direitos fundamentais nem das normas sociais. Além disso, protege o direito dos governos de regulamentar, a proteção do meio ambiente e a saúde e segurança dos consumidores.
Parceiros comerciais
O aumento das importações de bens europeus provenientes do México compensou a ligeira contração das exportações da zona do euro. Portanto, esse dinamismo reverteu a tendência de um superávit comercial crescente; no entanto, o saldo a favor da União Europeia (UE) ainda ascende a 19,1 bilhões de euros.
Posicionamento no Comércio Internacional e Abertura Econômica
No mapa do comércio global, o intercâmbio de mercadorias consolida a relevância de ambas as economias. Isso é observado através dos seguintes indicadores:
- Parceiro estratégico da UE: o México ocupa a décima primeira posição entre os parceiros comerciais mais importantes da União Europeia, respondendo por 1,7% do comércio exterior total do bloco.
- Mercado-chave para o México: A UE continua sendo o terceiro maior parceiro comercial do mercado mexicano, com uma participação de 6,7% no comércio total do país.
- Índice de abertura comercial: A relação comércio/PIB do México atinge uns sólidos 74,6%, um percentual que reflete o alto grau de integração da economia mexicana nas cadeias de valor globais.
Liderança por países: Comércio de bens vs. Comércio de serviços
A participação dos Estados-Membros da UE varia significativamente de acordo com o setor analisado:
- Comércio de bens: A Alemanha, impulsionada por sua forte economia orientada para a exportação, consolida-se como o principal parceiro comercial do México no intercâmbio de mercadorias e produtos manufaturados.
- Comércio de serviços: Nesta categoria, a Espanha lidera a posição de principal parceiro do México, seguida em importância pela Alemanha, França e Irlanda.