O segundo relatório do governo da presidente do México, Claudia Sheinbaum, destacou que o Tratado de Livre Comércio entre o México e a União Europeia (AAPPT ou Acordo Global Modernizado – AGM) oferece oportunidades para exportações de alimentos premium ou gourmet.
O Acordo permitirá que praticamente a totalidade das exportações mexicanas entre no mercado europeu em regime de livre comércio, com tratamento preferencial.
Isso beneficiará setores-chave como o agroalimentar, as bebidas com denominação de origem, a manufatura avançada, a indústria automotiva e de peças automotivas, os dispositivos médicos, bem como os setores químico e farmacêutico.
Exportações de alimentos premium
De acordo com o relatório presidencial, o AGM impulsionará a exportação de produtos de alto valor no caso de bens industriais e de alimentos premium ou gourmet no caso de produtos agroindustriais.

O México obteve acesso ao mercado europeu com uma liberalização tarifária praticamente total. As exportações de bens industriais — automóveis, peças automotivas e outros produtos manufaturados — entrarão na União Europeia sem tarifas.
Os produtos agroindustriais mexicanos, como abacate, cerveja, tequila, mezcal, mel e frutas vermelhas, também poderão entrar nos 27 países do bloco sem o pagamento de tarifas.
O acordo protege ainda produtos icônicos como o café de Chiapas, a pimenta habanero, a cajeta de Celaya, a manga ataulfo e a baunilha de Papantla.
Eliminação de tarifas
A Secretaria da Economia anunciou que a União Europeia isentará imediatamente de tarifas o seu mercado agroalimentar de 450 milhões de pessoas para o México. Com a abertura do setor manufatureiro, como automóveis e peças automotivas, projeta-se um aumento de 50% nas exportações mexicanas até 2030.
Isso ocorrerá após a assinatura do Acordo Global Modernizado, em 22 de maio, por Sheinbaum e Ursula Von der Leyen.
Tribunal de Investimentos
O AGM substitui o AAPPT e institui um Tribunal de Resolução de Controvérsias de Investimento. Ele oferece segurança jurídica aos capitais transfronteiriços, protegendo ações, títulos, empréstimos, concessões, propriedade intelectual e direitos imobiliários de qualquer investidor.
O marco proíbe a imposição de requisitos de desempenho discriminatórios, como exportações forçadas, insumos locais ou transferência de tecnologia. Além disso, estabelece a extensão automática de qualquer tratamento mais favorável concedido a países terceiros, evitando confiscações e distorções comerciais.