24 de Fevereiro de 2026

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México bate três recordes consecutivos nas importações para os Estados Unidos e consolida liderança comercial

24 febrero, 2026
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Mexico sets three consecutive records in imports to the United States and consolidates its commercial leadership
Photo: Unsplash.

A participação do México nas importações para os Estados Unidos atingiu um recorde histórico pelo terceiro ano consecutivo, passando de 15,5% em 2024 para 15,7% em 2025, com um valor de US$ 534,874 bilhões, de acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. 

O avanço confirma o fortalecimento estrutural da relação bilateral no âmbito do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá.

Participação de mercado recorde em um ambiente de tarifas

O aumento consolida uma tendência ascendente em relação aos 12,9% registrados em 2015. Em termos interanuais, o México ampliou sua participação em um contexto global de maior protecionismo e ajustes na política comercial dos Estados Unidos.

Em novembro de 2025, os produtos mexicanos enfrentaram uma tarifa efetiva de 3,7%, substancialmente inferior aos 30,9% aplicados à China e aos 8,1% da União Europeia. Essa diferença tarifária reforçou a competitividade relativa das exportações mexicanas dentro das cadeias de abastecimento norte-americanas.

Revisão do T-MEC e coordenação em minerais críticos

A dinâmica comercial ocorre em paralelo à revisão conjunta do T-MEC programada para julho de 2026. Em 29 de janeiro de 2026, a presidente Claudia Sheinbaum e o presidente Donald Trump discutiram os termos dessa avaliação institucional.

Além disso, em 4 de fevereiro de 2026, o Gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos anunciou um Plano de Ação bilateral sobre Minerais Críticos. O mecanismo visa mitigar vulnerabilidades em cadeias de abastecimento estratégicas por meio de políticas coordenadas, possíveis preços mínimos ajustados na fronteira e um eventual acordo plurilateral vinculativo.

Implicações para o nearshoring e o investimento estrangeiro direto

O reposicionamento do México nas importações para os Estados Unidos responde, em parte, ao fenômeno do nearshoring, que incentivou a relocalização da manufatura para a América do Norte. Setores como o automotivo, eletrônico e de maquinário concentram fluxos crescentes de investimento estrangeiro direto vinculados à integração produtiva regional.

No entanto, a sustentabilidade do avanço dependerá de fatores regulatórios. Entre eles, ajustes tarifários dos Estados Unidos, a política comercial mexicana em relação a terceiros mercados e os resultados da revisão do T-MEC. Esses elementos afetam diretamente as decisões corporativas de longo prazo.

Crescimento econômico e ambiente macro

A economia mexicana cresceu 0,8% em 2025. Para 2026, o Fundo Monetário Internacional projeta uma expansão de 1,5%, condicionada ao ambiente externo e à estabilidade comercial. Um crescimento moderado poderia limitar o dinamismo das importações intermediárias e a expansão da capacidade instalada de exportação.

Nesse contexto, quais são os riscos que o México enfrenta nas importações para os Estados Unidos? Principalmente, a volatilidade das tarifas, disputas comerciais setoriais e possíveis mudanças nas regras de origem. Que oportunidades surgem? Maior integração regional em minerais críticos e fortalecimento de cadeias de valor estratégicas.

 

Imagen cortesía de Redacción Opportimes | Opportimes