O México aumentou sua participação no comércio dos Estados Unidos para um nível recorde de 16,3% no primeiro trimestre de 2026, informou o Departamento do Censo.
Essa conquista mexicana ocorre em um contexto de reestruturação dos principais fornecedores externos no mercado norte-americano. A China e o Canadá reduziram sua participação. Taiwan e o Vietnã apresentaram um aumento notável. Já o Japão e a Alemanha foram deslocados do quarto e quinto lugares por essas duas últimas nações asiáticas.
Participação no comércio dos Estados Unidos
De janeiro a março de 2026, as exportações do México para o mercado norte-americano totalizaram 138,031 bilhões de dólares. Suas importações dos Estados Unidos somaram 93,269 bilhões.
O México possui vantagens que lhe permitiram essa liderança, como sua crescente integração às cadeias de produção da América do Norte e sua mão de obra qualificada e mais barata em comparação com os Estados Unidos para a produção de certos manufaturados. Por exemplo, os Estados Unidos podem ser competitivos na produção de carros de alta gama, mas não para carros de gama média.
Além disso, o México se complementa com a economia norte-americana de diversas maneiras. Um exemplo é o setor agropecuário. As regiões tropicais do México permitem a exportação para a América do Norte de uma ampla variedade de frutas, como abacaxis, bananas, melancias e ananases. Também de açúcar. Os Estados Unidos são uma potência na produção de milho, ocupando o primeiro lugar como exportador em escala mundial. Seu principal mercado é o México, com exportações desse grão ultrapassando US$ 6 bilhões em 2025.
Tendência no comércio dos Estados Unidos
O México aumentou sua participação no comércio dos Estados Unidos de 14,6% em 2018, e seu pico anterior ocorreu no primeiro trimestre de 2024, quando atingiu 15,8%.
Esses números correspondem ao comércio bilateral de produtos, sem incluir serviços.
Logo abaixo do México, o Canadá posicionou-se como o segundo parceiro comercial dos Estados Unidos nos primeiros três meses do ano em curso. Sua participação foi de 12,4% nos fluxos comerciais bilaterais. Nos degraus inferiores seguintes, classificaram-se a China (6,2%), Taiwan (5,8%) e o Vietnã (4,2%).
Durante o primeiro trimestre de 2026, a balança comercial dos Estados Unidos com o mundo inteiro apresentou uma correção significativa. As exportações de mercadorias atingiram 602.888 milhões de dólares, consolidando um robusto avanço interanual de 15,1%.
Em contrapartida, a demanda por bens externos registrou uma contração de 13,9%, situando as importações em 816,499 bilhões de dólares. Esse comportamento sugere uma reestruturação nos fluxos de abastecimento e um fortalecimento da competitividade das exportações em relação ao período anterior.
Lideram o intercâmbio comercial entre o México e os Estados Unidos empresas automotivas como General Motors, Ford e Stellantis, juntamente com empresas de tecnologia como Dell e Samsung. Destacam-se também gigantes da logística e do setor energético, como Walmart, Valero e Pemex, integrando cadeias de abastecimento críticas na região da América do Norte.