O governo do México estabeleceu uma nova notificação automática de importação para 42 produtos de alumínio (códigos tarifários).
Essa medida, de acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, pode atrasar o desembaraço aduaneiro caso as informações exigidas estejam incompletas.
Notificação automática de importação de alumínio
Entre janeiro e julho de 2025, as exportações de alumínio do Canadá para os Estados Unidos totalizaram 4,938 bilhões de dólares, o que representa uma queda de 13% em relação ao ano anterior. Por sua vez, as vendas do México para o mesmo destino caíram 20%, situando-se em 403 milhões de dólares. Globalmente, as importações americanas desse metal atingiram 11,890 bilhões de dólares, registrando uma ligeira queda anual de 1%.
Em 2 de abril de 2026, o México publicou um novo Aviso Automático de Importação para produtos de alumínio. A medida se aplica às importações definitivas e temporárias. Além disso, inclui alumínio em bruto, barras e varetas, placas e chapas, perfis, tubos e acessórios relacionados.
O governo mexicano exige informações que incluem o código tarifário, o valor aduaneiro sem frete nem seguro e o preço unitário em dólares americanos por quilograma. Também exige o país de fundição, o país de moldagem, o país de origem e o país exportador. Além disso, solicita o nome do fornecedor e uma descrição técnica completa em espanhol.
Embora o governo mexicano tenha publicado a norma, ela não entrará em vigor até que seja habilitada a apresentação das informações no VUCEM. Esse sistema é o balcão único eletrônico de comércio exterior do México. Além disso, a Secretaria da Economia deve emitir o aviso oficial de ativação.
Impacto comercial
De acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, essa medida aumenta os requisitos de rastreabilidade para o alumínio que entra no México. Além disso, ela apoia os esforços para lidar com o possível transbordo para países terceiros.
Para os exportadores norte-americanos, o risco imediato é operacional, não tarifário. As remessas podem sofrer atrasos se a documentação do exportador não corresponder às informações que o importador mexicano deve apresentar posteriormente por meio do VUCEM.
As empresas norte-americanas que vendem produtos de alumínio primário ou semiacabado para o México devem começar a harmonizar as faturas comerciais, os dados de origem, as descrições técnicas e os registros de fornecedores.
A norma não prevê uma isenção explícita do T-MEC, portanto, a origem norte-americana por si só não isenta da obrigação de conformidade.
Aviso aos exportadores: O Departamento de Comércio dos Estados Unidos recomenda que as empresas americanas se preparem para as novas regulamentações de importação no México. É fundamental verificar se seus produtos estão entre as 42 linhas tarifárias afetadas e coordenar com despachantes aduaneiros e equipes de conformidade. Antes que o sistema entre em vigor, certifique-se de que os dados relativos à fundição, moldagem, origem e descrições técnicas estejam precisos e consistentes.