As exportações de computadores do México para a China cresceram a uma taxa anual de 561% em 2025, atingindo 2,313 bilhões de dólares.
Nos sete anos anteriores, esses fluxos oscilaram entre 125 milhões e 350 milhões de dólares, de acordo com dados da Administração Geral das Alfândegas da China.
Exportações de computadores do México para a China
A demanda global por esses equipamentos acelerou-se impulsionada pelo fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025, obrigando as empresas a uma renovação em massa de suas frotas para o Windows 11. Esse ciclo de atualização corporativa visa mitigar vulnerabilidades de segurança e garantir compatibilidade operacional a longo prazo.
Simultaneamente, o surgimento dos “AI PCs” com processamento local (NPU) redefiniu o valor do hardware. De acordo com a Gartner e a Canalys, a adoção desses equipamentos visa “preparar o futuro” das organizações, permitindo executar modelos de linguagem e tarefas de IA com maior privacidade, velocidade e eficiência energética.
Com esse salto nas exportações, o México posicionou-se como o quinto fornecedor externo de computadores no mercado chinês, superado por Taiwan (26,166 bilhões de dólares), Vietnã (10,334 bilhões), Tailândia (5,605 bilhões) e Malásia (4,973 bilhões).
Indústria mexicana
O México subiu da quinta para a terceira posição entre os maiores exportadores de computadores do mundo em 2025. Seu dinamismo foi o maior entre os líderes do ranking, com um crescimento de 144,8% e vendas externas de 85.416 milhões de dólares.
A demanda por computadores aumentou nos principais mercados do mundo. Entre os fatores que impulsionam as compras, destacam-se a digitalização acelerada, a educação online e o trabalho remoto. Além disso, influenciam a tendência o boom da inteligência artificial, o comércio eletrônico e os serviços em nuvem.
Em 2025, a China posicionou-se como o segundo maior importador de computadores em escala global, com compras de 65,073 bilhões de dólares. Em primeiro lugar ficou os Estados Unidos, com 253,056 bilhões de dólares.
O México precisa fortalecer sua cadeia de suprimentos, uma vez que importa grandes quantidades de insumos de países asiáticos.
O crescimento das exportações mexicanas de computadores se explica, em parte, pelas tarifas impostas pela alfândega norte-americana e pela reconfiguração das cadeias de valor.
Os governos do México e dos Estados Unidos manifestaram sua intenção de aumentar a produção compartilhada relacionada aos semicondutores. Ambos os países, juntamente com o Canadá, estão negociando a revisão do Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá (T-MEC), prevista para 1º de julho de 2026. As discussões têm incluído a garantia de insumos críticos ou estratégicos