A receita da PepsiCo no México caiu a uma taxa anual de 2,5% em 2025, para US$ 6,947 bilhões.
No ano fiscal de 2025 (encerrado em 27 de dezembro), a receita líquida consolidada da PepsiCo totalizou US$ 93,925 bilhões
A PepsiCo opera principalmente em dois segmentos: alimentos, liderados por lanches e salgadinhos, e bebidas não alcoólicas. Ambas as divisões concentram a maior parte de suas receitas e são organizadas por regiões, como América do Norte, América Latina, Europa e Ásia.
PepsiCo no México
A PepsiCo mantém um portfólio líder com marcas icônicas de bebidas como Pepsi, Gatorade, Mountain Dew, Aquafina e 7UP. Em alimentos, destacam-se Lay’s, Doritos, Cheetos, Ruffles, Tostitos e Quaker, além de marcas mais recentes como Siete, Sabra e Poppi.
No México, a receita da PepsiCo foi afetada por fatores cambiais e operacionais. Durante 2025, a desvalorização do peso em relação ao dólar teve um impacto nominal negativo. Além disso, o volume caiu em alimentos, embora tenha sido parcialmente compensado por outros mercados latino-americanos.
Bebidas açucaradas
Diversas medidas fiscais aplicam impostos sobre bebidas com adição de açúcar por meio de alíquotas únicas, graduais ou fixas. No México, a partir de 1º de janeiro de 2026, o imposto aumentou de 1,64 para 3,08 pesos por litro, aplicável a todas as bebidas açucaradas.
O açúcar afeta os preços da PepsiCo de duas maneiras principais. Por um lado, o custo da matéria-prima, sujeito a alta volatilidade devido à oferta, demanda, inflação e condições climáticas. Por outro lado, a aplicação de impostos regulatórios em diferentes mercados.
Nesse contexto, várias jurisdições onde a PepsiCo opera implementaram ou estão avaliando impostos específicos sobre a fabricação ou venda de bebidas com adoçantes calóricos. Essas cargas fiscais influenciam diretamente a estrutura de custos e os preços finais.
A PepsiCo concorre principalmente com a The Coca-Cola Company em bebidas e com empresas como Mondelez, Nestlé e Kellogg’s em alimentos. A concorrência se concentra em preços, marcas, inovação, distribuição e adaptação às regulamentações, com pressão constante sobre custos e participação no mercado.
Lançado em 2019, a PepsiCo ampliou seu plano de produtividade em 2024 até 2030 para aproveitar novas oportunidades. A empresa prevê despesas antes dos impostos de US$ 6,15 bilhões, principalmente em dinheiro, dos quais US$ 3,6 bilhões já haviam sido incorridos até dezembro de 2025.
Paralelamente, a PepsiCo impulsiona uma transformação operacional baseada em inovação e digitalização. Desde 2025, implementa centros de capacidade global, inteligência artificial e modelos de serviços compartilhados, com o objetivo de centralizar processos, melhorar a eficiência e fortalecer seu modelo comercial.