19 de Agosto de 2026

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A Pfizer propõe um acordo farmacêutico entre os Estados Unidos e a Alemanha

19 agosto, 2026
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A variety of pills, white tablets, and yellow and red pharmaceutical capsules scattered in clusters on a bright red background, in a detailed overhead view.
Anna Shvets, via Pexels. The debate over pharmaceutical prices and innovation between the U.S. and Germany highlights the value, regulation, and cost of distributing medicines worldwide.

A Pfizer propôs um acordo farmacêutico entre os Estados Unidos e a Alemanha, no âmbito da investigação da Seção 301 conduzida pelo Representante Comercial da Casa Branca (USTR).

Segundo essa empresa farmacêutica multinacional norte-americana, a Alemanha subvaloriza medicamentos inovadores dos Estados Unidos por meio de comparações com genéricos, descontos obrigatórios, congelamento de preços desde 2010 e critérios clínicos restritivos. Assim, essas medidas limitam o acesso, reduzem os retornos da inovação e repassam os custos aos pacientes norte-americanos.

Acordo farmacêutico

A Pfizer expôs, em uma carta à USTR, que um acordo entre a Alemanha e os Estados Unidos, semelhante ao acordo entre os EUA e o Reino Unido sobre Preços Farmacêuticos, corrigiria esse desequilíbrio.

Infografia que detalha a proposta da Pfizer para um acordo farmacêutico entre os EUA e a Alemanha, buscando reformar as políticas de preços alemãs que subvalorizam medicamentos inovadores em relação aos genéricos e aos descontos.
Resumo da reforma farmacêutica transatlântica: a Pfizer solicita à Alemanha que elimine os congelamentos de preços em vigor desde 2010 e adote critérios clínicos que valorizem de forma justa a inovação médica em relação aos medicamentos genéricos.

Para isso, a Alemanha deveria adotar reformas vinculativas e executáveis. Essas reformas deveriam incluir terapias de comparação adequadas e padrões de evidência para que os medicamentos verdadeiramente inovadores não sejam comparados, por padrão, a um genérico. Também deveriam isentar os medicamentos potencialmente inovadores do congelamento de preços e eliminar as sanções que desincentivam sua comercialização.

A USTR está conduzindo uma investigação nos termos da Seção 301 sobre o pagamento insuficiente e persistente da Alemanha por produtos farmacêuticos inovadores

Perfil empresarial

A Pfizer, fundada há 177 anos no Brooklyn, opera 13 fábricas e centros de distribuição nos Estados Unidos. Seus principais centros estão localizados em Kalamazoo, Michigan, e Rocky Mount, Carolina do Norte. A empresa também mantém instalações especializadas no Kansas, em Ohio e em Wisconsin.

A empresa emprega mais de 31.000 pessoas nos Estados Unidos, incluindo 10.000 dedicadas à fabricação e ao abastecimento. Após a Lei de Cortes Fiscais e Emprego de 2017, a Pfizer investiu 83 bilhões de dólares no país.

Além disso, ampliou sua capacidade produtiva em Kalamazoo, Michigan, e em Sanford, Carolina do Norte. A Pfizer prevê destinar outros 70 bilhões de dólares para pesquisa, desenvolvimento e projetos de capital. O plano inclui consolidar a fabricação de medicamentos de última geração em território americano.

Com esses investimentos, a Pfizer desenvolveu uma das maiores redes internas de fabricação farmacêutica do país. A empresa destacou que busca acelerar a entrega de medicamentos essenciais, especialmente durante períodos de alta necessidade nacional, por meio de uma maior capacidade de produção e fornecimento.

Também a Pfizer afirmou ter sido a primeira empresa a negociar com o governo dos Estados Unidos um acordo para reduzir os preços dos medicamentos. A iniciativa visa diminuir os custos para os pacientes americanos e reequilibrar os preços que outros países pagam por esses produtos.

 

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