A maioria das importações da Boeing para os Estados Unidos provenientes do México está isenta de tarifas, informou a empresa.
Até o momento, o governo do presidente Donald Trump mantém as tarifas anunciadas durante o primeiro trimestre de 2025 sobre mercadorias importadas da China, bem como sobre mercadorias importadas do Canadá e do México que não cumprem o Tratado entre os Estados Unidos, o México e o Canadá (T-MEC).
Importações da Boeing
As alfândegas americanas aplicam tarifas diferenciadas ao Canadá e ao México. Os produtos que não cumprem o T-MEC enfrentam taxas de 35% e 25%, respectivamente. Além disso, os veículos leves pagam 25%, excluindo o conteúdo americano, enquanto o aço, o alumínio e o cobre têm uma tarifa de 50%.
Nesse contexto, Janneth Quiroz Zamora e Kevin Louis Castro, analistas da Monex, apontaram que o México pagou uma tarifa média efetiva de 3,54% entre janeiro e outubro de 2025. Esse valor foi consideravelmente menor do que o registrado pela China, de 32,0%.
“Consideramos que a maioria das nossas importações do Canadá e do México cumprem as disposições do T-MEC”, afirmou a Boeing em seu relatório anual.
Em 14 de junho de 2019, a Boeing assinou um acordo para adquirir a EnCore Group, empresa californiana especializada em interiores aeroespaciais. A empresa projetava, certificava e produzia cozinhas e assentos para aviões, além de fornecer produtos e componentes diretamente para a Boeing.
Na época, o EnCore Group contava com cerca de 700 funcionários e tinha sede em Huntington Beach, Califórnia, e instalações na Califórnia e no México. A empresa era fornecedora da Boeing desde 2011 e já havia sido reconhecida como Fornecedora do Ano.
Produção industrial
Em 31 de dezembro de 2025, a Boeing contava com cerca de 111 milhões de pés quadrados de área construída destinada à fabricação, armazenamento, engenharia, administração e outros usos produtivos. Desse total, aproximadamente 86% estavam localizados nos Estados Unidos.
A área combinada em suas principais localizações ultrapassava 103 milhões de pés quadrados. Em aeronaves comerciais, essas instalações estavam distribuídas em áreas metropolitanas dos Estados Unidos e em países como China, Austrália, Canadá, Malásia e México.
Em defesa, espaço e segurança, a Boeing concentrava suas operações em cidades americanas e na Austrália, além de áreas estratégicas como Washington, D.C., Houston e o Centro Espacial Kennedy. Finalmente, em serviços globais e outros segmentos, mantinha presença nos Estados Unidos, Europa, China e Índia.