A Pfizer propôs um acordo farmacêutico entre os Estados Unidos e a Alemanha, no âmbito da investigação da Seção 301 conduzida pelo Representante Comercial da Casa Branca (USTR).
Segundo essa empresa farmacêutica multinacional norte-americana, a Alemanha subvaloriza medicamentos inovadores dos Estados Unidos por meio de comparações com genéricos, descontos obrigatórios, congelamento de preços desde 2010 e critérios clínicos restritivos. Assim, essas medidas limitam o acesso, reduzem os retornos da inovação e repassam os custos aos pacientes norte-americanos.
Acordo farmacêutico
A Pfizer expôs, em uma carta à USTR, que um acordo entre a Alemanha e os Estados Unidos, semelhante ao acordo entre os EUA e o Reino Unido sobre Preços Farmacêuticos, corrigiria esse desequilíbrio.

Para isso, a Alemanha deveria adotar reformas vinculativas e executáveis. Essas reformas deveriam incluir terapias de comparação adequadas e padrões de evidência para que os medicamentos verdadeiramente inovadores não sejam comparados, por padrão, a um genérico. Também deveriam isentar os medicamentos potencialmente inovadores do congelamento de preços e eliminar as sanções que desincentivam sua comercialização.
A USTR está conduzindo uma investigação nos termos da Seção 301 sobre o pagamento insuficiente e persistente da Alemanha por produtos farmacêuticos inovadores
Perfil empresarial
A Pfizer, fundada há 177 anos no Brooklyn, opera 13 fábricas e centros de distribuição nos Estados Unidos. Seus principais centros estão localizados em Kalamazoo, Michigan, e Rocky Mount, Carolina do Norte. A empresa também mantém instalações especializadas no Kansas, em Ohio e em Wisconsin.
A empresa emprega mais de 31.000 pessoas nos Estados Unidos, incluindo 10.000 dedicadas à fabricação e ao abastecimento. Após a Lei de Cortes Fiscais e Emprego de 2017, a Pfizer investiu 83 bilhões de dólares no país.
Além disso, ampliou sua capacidade produtiva em Kalamazoo, Michigan, e em Sanford, Carolina do Norte. A Pfizer prevê destinar outros 70 bilhões de dólares para pesquisa, desenvolvimento e projetos de capital. O plano inclui consolidar a fabricação de medicamentos de última geração em território americano.
Com esses investimentos, a Pfizer desenvolveu uma das maiores redes internas de fabricação farmacêutica do país. A empresa destacou que busca acelerar a entrega de medicamentos essenciais, especialmente durante períodos de alta necessidade nacional, por meio de uma maior capacidade de produção e fornecimento.
Também a Pfizer afirmou ter sido a primeira empresa a negociar com o governo dos Estados Unidos um acordo para reduzir os preços dos medicamentos. A iniciativa visa diminuir os custos para os pacientes americanos e reequilibrar os preços que outros países pagam por esses produtos.