18 de Julho de 2026

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México e Canadá perdem participação nas importações de aço dos Estados Unidos

17 julio, 2026
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Des bobines d'acier industriel empilées dans un entrepôt logistique de fret, illustrant le commerce international des métaux et les exportations de l'industrie sidérurgique au sein de la région du ACEUM. Le Mexique et le Canada perdent des parts de marché dans les importations d'acier aux États-Unis
Photo : Kateryna Babaieva, via Pexels. La part du Mexique et du Canada dans les importations d’acier des États-Unis a connu une baisse en 2025 en raison des tensions tarifaires et de l’aggravation de la surcapacité mondiale. Crédito de la imagen: ROKS

México e o Canadá reduziram sua participação nas importações de aço dos Estados Unidos em 2025. O Canadá aplicou tarifas de retaliação ao aço norte-americano; o México não o fez.

Em 2025, os Estados Unidos importaram produtos siderúrgicos no valor de 22.849 milhões de dólares, 21% a menos do que em 2024. Não estão incluídos os derivados.

A participação do Canadá caiu de 23% para 18%, o que equivale a 4.541 milhões de dólares. A do México diminuiu de 11% para 9%, totalizando 2.233 milhões.

Importações de aço para os Estados Unidos

As tarifas da Seção 232 sobre aço e alumínio continuam sendo aplicadas a produtos que cumprem o T-MEC. Desde setembro de 2025, o Canadá impôs uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio dos Estados Unidos, no valor de 15.600 milhões de dólares canadenses (cerca de 11.000 milhões de dólares).

Gráfico que mostra a queda de 21% nas importações de aço dos EUA em 2025. Destaca-se a queda na participação do Canadá para 18% e do México para 9%.
Distribuição das importações de aço para os Estados Unidos em 2025, refletindo o impacto das tarifas da Seção 232 e a redução da participação dos parceiros comerciais do T-MEC.

Uma análise do Congresso dos Estados Unidos revela posições divididas. Alguns grupos empresariais afirmam que a ampliação das tarifas em 2025 prejudicou os fabricantes norte-americanos. Outros produtores sustentam que as tarifas são necessárias para fortalecer a produção nacional.

Além disso, há quem apoie as tarifas, mas solicite a coordenação de políticas entre os países do T-MEC para evitar distorções na cadeia de suprimentos.

Produção mexicana

A produção de aço bruto no México caiu 6% em relação ao ano anterior em 2025, e a OCDE projeta uma recuperação marginal de 0,6% em 2026. A queda deveu-se à menor demanda interna e aos tarifas mais altas dos Estados Unidos, que limitaram o acesso ao principal mercado de exportação.

Ao mesmo tempo, a OCDE alerta que a capacidade global continua crescendo e que o excedente poderá chegar a 745 milhões de toneladas até 2028. A China lidera o impulso das exportações: em 2025, exportou 131 milhões de toneladas e planeja aumentar a capacidade em 38,6 milhões de toneladas até 2028, pressionando os preços e os mercados.

Oportunidades e desafios

A contração do mercado norte-americano e o avanço das exportações chinesas exigem uma reconfiguração da cadeia regional. A grande oportunidade reside na integração vertical do T-MEC e no desenvolvimento de aços de alta especialização, aproveitando a relocalização industrial para mitigar a menor demanda transfronteiriça tradicional.

O risco crítico é a perda de competitividade diante do enorme excedente global que derruba os preços mundiais. Para as empresas, a falta de políticas tarifárias coordenadas expõe o setor a retaliações comerciais e a um grave excesso de capacidade que ameaça a rentabilidade das usinas locais.

 

Imágenes cortesía de ROKS y Redacción Opportimes | Opportimes