Antonio Ortiz-Mena, presidente do Comitê Técnico do T-MEC do Comce, destacou a autossuficiência da América do Norte em energia, alimentos e minerais essenciais.
Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira na Cidade do México, Ortiz-Mena destacou que essa autossuficiência é holística, em contraste com o que ocorre em outras regiões do mundo.
No entanto, ele não fez referência aos elementos de terras raras, em relação aos quais a América do Norte tem grande dependência da China.
Autossuficiência da América do Norte
“A segurança nacional e a segurança econômica estão cada vez mais interligadas e, na América do Norte, temos o que, ouso dizer, nenhuma outra região possui”, afirmou Ortiz-Mena.

No Ranking Mundial de Competitividade de 2026, elaborado pelo Instituto para o Desenvolvimento Gerencial (IMD, na sigla em inglês), os Estados Unidos ocuparam o primeiro lugar em concessão de crédito, fluxos de Investimento Estrangeiro Direto, capital de risco, investimentos em Inteligência Artificial e no índice de educação universitária. Também ficou em segundo lugar em custos de alimentos e em exportações de mercadorias.
Por sua vez, o México alcançou o terceiro lugar em menor taxa de desemprego de longa duração e o Canadá, o sexto lugar em custos de alimentos.
“Praticamente podemos ser autossuficientes em energia, autossuficientes em alimentos e autossuficientes em minerais essenciais”, disse Ortiz-Mena, referindo-se aos três países.
Indicadores regionais
A América do Norte ocupa uma área de 27 milhões 423 milhões de quilômetros quadrados. Possui uma população de 515 milhões de habitantes. E gera um Produto Interno Bruto (PIB) de 34 trilhões 975.000 milhões de pesos.
“Temos uma complementaridade demográfica. Os Estados Unidos e o Canadá estão envelhecendo mais do que o México. E temos um mercado enorme para consumir grande parte do que produzimos, para produzir na região grande parte do que vínhamos importando e para exportar mais. Isso é muito importante, porque há outros países e regiões que não têm isso”, acrescentou Ortiz-Mena.
Por exemplo, Ortiz-Mena explicou que muitos países da Ásia não têm segurança energética nem segurança alimentar. A União Europeia pode ter segurança alimentar, mas não energética nem populacional.
“Portanto, considerando os ativos que temos e a importância da segurança econômica, acredito que possuímos ativos únicos e que, como região, sairemos vencedores da nova realidade geopolítica e econômica internacional”, concluiu Ortiz-Mena.