A tendência da competitividade do México registou uma queda de 12 posições nos últimos oito anos, de acordo com o Ranking Mundial de Competitividade, elaborado pelo Instituto para o Desenvolvimento Gerencial (IMD, na sigla em inglês), com sede na Suíça.
Na edição de 2026, o México desceu sete posições, passando da 55.ª para a 62.ª. Perdeu-se mais cinco posições desde 2019, quando o país ocupava o 50.º lugar.
O Ranking Mundial de Competitividade do IMD de 2026 baseia-se em mais de 250 indicadores, distribuídos por quatro pilares fundamentais: desempenho económico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestruturas. Para a sua avaliação, o modelo combina estatísticas objetivas com inquéritos de opinião realizados junto de executivos. Neste sentido, vários destes indicadores avaliam diretamente aspetos relacionados com o Estado de direito.
Tendência da competitividade do México
O México registou recuos nos quatro grandes pilares. Desceu da 39.ª para a 41.ª posição no desempenho económico. Na eficiência governamental, desceu do 62.º para o 67.º lugar. Na eficiência empresarial, recuou do 54.º para o 57.º lugar. E na infraestrutura, desceu do 61.º para o 64.º lugar.
A seguir, descreve-se a tendência da competitividade do México:
- 2019: 50.
- 2020: 53.
- 2021: 55.
- 2022: 55.
- 2023: 56.
- 2024: 56.
- 2025: 55.
- 2026: 62.
Pontos a melhorar
De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos para a Competitividade, S.C. (CEEC), o México precisa reforçar a coordenação entre os níveis federal e estadual e o setor privado, a fim de melhorar a execução de iniciativas estratégicas.
Além disso, o país precisa reforçar o ambiente empresarial, o Estado de direito e a segurança jurídica para aumentar a confiança no investimento.
O CEEC sugeriu que o México deve promover uma economia produtiva através da inovação, da excelência operacional, da avaliação do desempenho e de mercados locais e nacionais sólidos.
Outras duas medidas consistem em alinhar melhor o desenvolvimento de talentos com as competências técnicas e de gestão exigidas pelo setor privado, e em reforçar as cadeias de valor nacionais e as infraestruturas-chave nos setores da energia, da logística e da digitalização.
Prós e contras
O emprego no México consolida-se como um dos ativos competitivos mais destacados no índice, alcançando a 12.ª posição a nível mundial.
Este dinamismo reflete-se em três indicadores-chave:
- Comportamento geral do desemprego: Situa-se num baixo nível de 2,39%, o que coloca o país no 7.º lugar a nível mundial.
- Desemprego de longa duração: é quase nulo, registando apenas 0,05% e alcançando o 3.º lugar a nível mundial.
- Desemprego juvenil: situa-se nos 5,64%, um valor que coloca o país no 9.º lugar do ranking.
Em contrapartida, a eficiência governamental no México consolidou-se como uma das suas principais fraquezas, ao cair para o 67.º lugar, perdendo cinco posições.
Este recuo agravou-se devido a dois fatores críticos:
- Deterioração das finanças públicas: o país recuou 13 posições, situando-se no 65.º lugar.
- Pressão fiscal: o défice fiscal atingiu -4,72% do PIB, enquanto os pagamentos de juros já representam 15,67% da despesa pública total.
Entretanto, o quadro institucional revela um grave atraso. O Estado de direito desceu para a 69.ª posição, uma crise que se alinha com o atraso no combate ao suborno e à corrupção (68.ª posição) e com as falhas em matéria de transparência (68.ª posição).
Por último, a legislação empresarial também perdeu competitividade, ao descer sete posições para o 69.º lugar. Este pilar encontra-se asfixiado em três frentes: os contratos do setor público (69.º lugar), a economia paralela — que se situa perto do fim da classificação global, no 69.º lugar — e a legislação laboral, que sofreu um forte revés ao descer 12 posições para o 63.º lugar.