As exportações de serviços digitais na América do Norte atingem 160 bilhões de dólares por ano, destacou a Associação Mexicana da Indústria de TI (AMITI).
Nessa região, as exportações transfronteiriças de serviços digitais cresceram a uma taxa média anual de 12%. Esse dinamismo supera o crescimento do comércio de bens em uma proporção de quase três para um.
Para a AMITI, a tendência acima demonstra como o comércio digital se tornou um dos motores mais dinâmicos da competitividade regional.
A AMITI representa as indústrias tecnológicas e digitais do México. Conta com mais de 200 empresas associadas. Todas elas atuam nos setores de hardware, software, serviços de TI, consultoria e soluções digitais. Mais de 92.000 profissionais trabalham nas empresas afiliadas a esta organização.
Exportações de serviços digitais
Em um artigo publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), Diego Marroquín expõe que os fluxos de dados sustentam a manufatura, os serviços financeiros, a logística e a infraestrutura crítica nas três economias do Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá (T-MEC).
Embora outros acordos comerciais incluam disposições digitais, nenhum deles opera dentro de um ecossistema de produção tão profundamente integrado quanto o da América do Norte. Nessa região, bens, serviços e dados cruzam fronteiras várias vezes antes de chegar ao consumidor final. Segundo Marroquín, essas regras são postas à prova diariamente por meio das cadeias de suprimentos, das transações e das decisões de investimento. Ele conclui que essa é a vantagem digital da América do Norte.
Regulamentações no T-MEC
No que diz respeito às exportações de serviços digitais, o Capítulo 19 do T-MEC — Comércio Digital — tornou-se um pilar fundamental da competitividade da América do Norte. Para a AMITI, a modernização desse capítulo é essencial para o futuro digital compartilhado da região.
Desde a entrada em vigor do T-MEC em 2020, o Capítulo 19 sobre Comércio Digital tem impulsionado a integração. Suas disposições não são teóricas. A AMITI afirma que essas regulamentações estão gerando resultados mensuráveis. Ao garantir o livre fluxo de dados de forma segura, proibir requisitos injustificados de localização de dados e assegurar um tratamento não discriminatório dos produtos digitais, o Capítulo 19 criou um ambiente previsível e inovador. O importante é que ele beneficia empresas de todos os tamanhos.
Benefícios para os Estados Unidos
A McKinsey estima que os fluxos transfronteiriços de dados contribuem com 2,8 trilhões de dólares para o PIB mundial. Por isso, a OCDE alerta que restringir esses fluxos poderia reduzir a produção mundial em até 5%. Os Estados Unidos detêm uma parcela desproporcional: abrigam quase metade dos centros de dados do mundo, e as receitas geradas pela transferência transfronteiriça de dados beneficiam principalmente as empresas americanas.