A produção de computadores no México tem crescido impulsionada pelas exportações para o mundo, o que traz consigo oportunidades e riscos.
O México aumentou em 144,8% as exportações desses equipamentos em 2025, atingindo 85,416 bilhões de dólares.
Produção de computadores no México
Em 2025, o México fabricou computadores e equipamentos periféricos no valor de 739 bilhões de pesos a preços de 2018. Isso representou um aumento anual de 7,3%.
Embora tenha mantido um crescimento constante em termos reais, este setor industrial apresentou uma desaceleração nos últimos três anos. Nesse período, os crescimentos reais ano a ano foram de 46,9% em 2022. Depois, foram de 21,0% em 2023 e 7,7% em 2024.
Para Gabriela Siller e Jesús Anacarsis López, analistas do Banco Base, o crescimento das exportações de equipamentos de informática não é garantia de crescimento das exportações totais no longo prazo.
Em fevereiro (últimos dados disponíveis), Taiwan se posicionou, pelo terceiro mês consecutivo, como o principal fornecedor de equipamentos de informática para os Estados Unidos. Assim, Taiwan foi responsável por 45,01% das importações desses produtos.
“No México, a indústria de equipamentos de informática ainda não se consolidou, pois estão sendo importados insumos de alto valor para serem montados no país. Depois, são exportados para os Estados Unidos”, acrescentaram Siller e López.
Os principais países de origem dessas importações são: Taiwan, Malásia, Coreia do Sul, Tailândia e Vietnã. Esses países possuem uma indústria de equipamentos de informática mais desenvolvida em comparação com o México.
“Por esse motivo, medidas como a possível implementação de regras de origem para exportações de equipamentos de informática destinadas aos Estados Unidos poderiam frear rapidamente o crescimento dessas exportações. Ademais, poderiam até mesmo causar quedas nas exportações totais”, alertaram Siller e López.
Embora o endurecimento das regras de origem no Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá (T-MEC) também possa resultar em um fortalecimento da cadeia de suprimentos na América do Norte. Isso inclui o México.
Demanda mundial
O México subiu da quinta para a terceira posição entre os maiores exportadores de computadores do mundo em 2025. Ultrapassou os Estados Unidos e Hong Kong.
De acordo com o jornal El Economista, essa ascensão está mais relacionada a um aumento do mercado mundial impulsionado pelo uso crescente da inteligência artificial e de outras tecnologias. Além disso, está ligada a novas macrotendências globais, mais do que à mera conquista de participação de mercado.
Entre os cinco maiores exportadores desses produtos, a China reduziu suas remessas em 6,2%. Foram 150,734 bilhões de dólares.
Ultrapassando a China como principal exportador, Taiwan aumentou suas vendas externas em 117%, para 183,46 bilhões de dólares. Enquanto isso, o México superou esse ritmo, com um aumento de 144,8%, para 85,416 bilhões de dólares.
Entre outros fatores, a demanda global por computadores cresceu devido à digitalização acelerada, ao trabalho remoto e à educação online. Além disso, o boom da inteligência artificial, do comércio eletrônico e dos serviços em nuvem impulsiona a renovação tecnológica em empresas e residências em todo o mundo.