Jamieson Greer, representante comercial da Casa Branca, instou os empresários mexicanos a aumentar a competitividade produtiva da América do Norte.
A mensagem foi transmitida em uma reunião realizada na última segunda-feira com empresários e dirigentes de câmaras e organismos empresariais na Cidade do México. Isso fez parte da segunda rodada de negociações formais sobre a revisão do T-MEC.
Competitividade produtiva da América do Norte
Em uma carta enviada a Greer, no último dia 14 de abril, o Conselho Coordenador Empresarial (CCE), o Conselho Nacional da Indústria Manufatureira de Exportação (Index) e a Confederação das Câmaras Industriais (Concamin) afirmaram que a produção conjunta entre o México e os Estados Unidos, baseada na vantagem comparativa, é “fundamental para a competitividade norte-americana”.
Essas entidades empresariais destacaram que o México não é apenas o mercado mais importante para os produtos norte-americanos. Elas também indicaram que a integração entre os dois países melhora a competitividade da região.
Integração regional
Nas últimas décadas, o México e os Estados Unidos fortaleceram seus laços comerciais. Além disso, esses laços se expandiram ainda mais com a assinatura do T-MEC.
Como resultado, há uma transformação de ambas as economias em uma estrutura de produção regional integrada. Segundo essas três representações do setor privado, isso “abre caminho para o sucesso global”.
O México se consolidou como o mercado mais importante para os Estados Unidos. De fato, as exportações americanas para o México superam a soma das remessas para os quatro principais mercados asiáticos: China, Japão, Coreia do Sul e Taiwan. Da mesma forma, elas ultrapassam o total exportado para os seis maiores destinos da União Europeia: Países Baixos, Alemanha, França, Itália, Bélgica e Espanha.
Além disso, o México é o principal mercado para 24 setores industriais dos Estados Unidos, incluindo os setores de carne e pecuária, laticínios, grãos, açúcar, petróleo e gás, química, plásticos, têxtil, peças automotivas, siderurgia e alumínio. O México também é o primeiro ou segundo destino das exportações de 26 estados dos Estados Unidos.
A carta foi enviada por José Medina Mora, presidente do CCE; Alejandro Malagón Barragán, presidente da Confederação das Câmaras Industriais dos Estados Unidos Mexicanos (Concamin); e Humberto Martínez Cantú, presidente do Conselho Nacional da Indústria Maquiladora e Manufatureira de Exportação (Index).