13 de Março de 2026

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Certificado Trabalhista para a Agroexportação: impacto no comércio exterior do México

12 marzo, 2026
Portugués
Labor Certificate for Agricultural Exports: Impact on Mexico's Foreign Trade
Photo: Pixabay.

A presidente Claudia Sheinbaum apresentou nesta quinta-feira uma iniciativa ao Senado da República com um projeto de decreto para reformar três leis e criar o Certificado Trabalhista para a Agroexportação.

Sheinbaum propõe reformar a Lei Orgânica da Administração Pública Federal, a Lei de Comércio Exterior e a Lei Federal do Trabalho.

Certificado Trabalhista para a Agroexportação

Embora o certificado seja destinado ao setor agrícola, a reforma da Lei de Comércio Exterior permitiria restringir as exportações de qualquer mercadoria em caso de violações trabalhistas ou ambientais, de acordo com fontes empresariais.

Com isso, o comércio exterior poderia se tornar um mecanismo forçado de cumprimento trabalhista para toda a economia.

Impacto trabalhista

No final de julho de 2025, o Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) registrou 23 milhões 591.691 empregos formais afiliados, um número histórico. No entanto, no setor agrícola, durante o mesmo período, a população ocupada nessa atividade ascendeu a 2,78 milhões de pessoas, das quais mais de 83% se encontravam em condições de informalidade, sem acesso à previdência social nem benefícios básicos.

Assim, Sheinbaum argumentou que, enquanto a agroindústria se consolida como motor de divisas e emprego, deve-se garantir condições dignas aos trabalhadores rurais, pois os benefícios do comércio internacional não são gerados apenas no ponto de exportação, mas ao longo de toda a cadeia de valor: desde o pequeno produtor até as empresas de embalagem e comercialização.

As empresas que desejam exportar produtos agrícolas deverão comprovar previamente o cumprimento dos direitos trabalhistas, da previdência social e de condições de trabalho dignas. Para obter o certificado correspondente, os exportadores terão que documentar esse cumprimento por meio de um processo formal, verificável e auditável.

Nesse contexto, os exportadores participam de todo o processo produtivo e são os que obtêm maiores benefícios da atividade desenvolvida pelos trabalhadores. Por isso, o esquema proposto propõe reconhecer sua corresponsabilidade nas condições em que a produção é realizada.

De acordo com Claudia Sheinbaum, reconhecer essa corresponsabilidade dentro de um mecanismo que promova a formalização do emprego e a proteção ambiental não implica transferir uma carga indevida para os exportadores. Pelo contrário, busca fortalecer o cumprimento das obrigações trabalhistas.

Além disso, a proposta sustenta que essa abordagem permitirá que os benefícios decorrentes da abertura comercial se reflitam em melhores condições de vida para as pessoas que trabalham no campo. Dessa forma, vincula-se a atividade exportadora a padrões trabalhistas e ambientais verificáveis.

 

Imagen cortesía de Redacción Opportimes | Opportimes