18 de Fevereiro de 2026

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Relações México-Canadá: plano de ação 2026 e mensagem de Mark Carney redefinem a integração comercial

18 febrero, 2026
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Mexico–Canada relations: 2026 action plan and Mark Carney's message redefine trade integration
Photo: Unsplash.

O México e o Canadá avançam para a assinatura de um plano de ação bilateral no segundo semestre de 2026 para fortalecer o comércio exterior, o investimento estrangeiro direto e as cadeias de abastecimento. A iniciativa surge em um contexto de tensões geopolíticas e revisão do T-MEC, com implicações estratégicas para o nearshoring e a política comercial regional.

Plano de ação bilateral: integração econômica e revisão do T-MEC

O novo marco busca facilitar o clima de negócios, aumentar os fluxos comerciais e promover o investimento bilateral. Marcelo Ebrard, secretário da Economia do México, e seu homólogo canadense, Dominic LeBlanc, confirmaram nesta segunda-feira que o instrumento incluirá aspectos relacionados à próxima revisão do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, elemento central da arquitetura comercial da América do Norte.

A coordenação ocorre em paralelo a uma missão comercial canadense na Cidade do México, integrada por 240 organizações e 370 líderes empresariais. O objetivo é ampliar as exportações, diversificar os mercados e consolidar as cadeias de valor regionais diante das medidas tarifárias unilaterais das grandes potências.

Por que isso é estratégico para o comércio exterior?

O aprofundamento das relações entre o México e o Canadá reduz as vulnerabilidades diante de choques externos e fortalece a posição negocial regional. Além disso, abre oportunidades em setores como energia, manufatura avançada, eletromobilidade e minerais críticos, fundamentais para a relocalização produtiva e o nearshoring.

Davos 2026: a mensagem geopolítica de Mark Carney

Em 20 de janeiro de 2026, durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que as potências médias devem agir de forma coordenada diante da rivalidade entre grandes blocos econômicos.

Carney alertou que, em um ambiente de concorrência estratégica, os países intermediários enfrentam um dilema: competir por concessões individuais ou articular uma terceira via com maior impacto sistêmico. A mensagem reforça a lógica do plano México-Canadá como resposta coordenada em política comercial.

TIPAT e convergência com a União Europeia

De acordo com relatórios internacionais, o Canadá promove conversas entre a União Europeia e os membros do Acordo de Parceria Transpacífico Abrangente e Progressista (AAPPT) para explorar uma das maiores alianças econômicas globais.

O AAPPT integra Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã. O acordo reduz tarifas, harmoniza regras de investimento e fortalece disciplinas em comércio digital e propriedade intelectual, ampliando oportunidades de integração transregional.

Implicações para empresas e investidores

Para CEOs e diretores de comércio exterior, o cenário levanta questões fundamentais: como posicionar as exportações mexicanas no Canadá? Quais setores atrairão mais investimento estrangeiro direto? Como antecipar ajustes regulatórios decorrentes do T-MEC?

Em um contexto de volatilidade comercial e fragmentação geoeconômica, a coordenação México-Canadá surge como um mecanismo de mitigação de riscos e uma plataforma de expansão internacional. A convergência estratégica poderia redefinir os fluxos comerciais, atrair capital produtivo e fortalecer a resiliência das cadeias de abastecimento na América do Norte.

 

Imagen cortesía de Redacción Opportimes | Opportimes