O pagamento de tarifas NMF nas exportações do México para os Estados Unidos diminuiu de 50% para 15% no primeiro ano do segundo mandato do presidente americano, Donald Trump.
Por outro lado, as exportações mexicanas para o mercado americano ao abrigo do Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá (T-MEC) cresceram de 50% para 85% no mesmo período.
Pagamento de tarifas NMF
Os dados acima foram divulgados nesta quinta-feira pelo secretário da Economia do México, Marcelo Ebrard, em uma coletiva de imprensa no Palácio Nacional, junto com a presidente Claudia Sheinbaum.
O funcionário destacou que o T-MEC se tornou mais importante para as empresas que realizam comércio na região, porque se você cumprir as regras de origem, pagará menos tarifas.
A aplicação das regras de origem do T-MEC permite que as exportações mexicanas se qualifiquem para tratamento tarifário preferencial nos Estados Unidos. Isso elimina a tarifa NMF, reduz os custos unitários, melhora a estrutura de preços e fortalece a competitividade em cadeias regionais integradas.
Em contrapartida, exportar sob o regime de Nação Mais Favorecida implica o pagamento de tarifas consolidadas perante a OMC. Isso aumenta o custo final, reduz as margens operacionais e gera desvantagens em relação aos produtores regionais que cumprem os requisitos técnicos de origem.
De acordo com dados da OMC, em 2024 os Estados Unidos aplicavam uma tarifa média simples NMF de 3,3% (5,0% para produtos agrícolas e 3,1% para produtos não agrícolas).
Por sua vez, as alfândegas americanas cobraram nesse mesmo ano uma tarifa média ponderada pelo comércio NMF de 2,2% (4,2% para produtos agrícolas e 2,0% para produtos não agrícolas).
Seção 232
O Índice alertou que 31% das exportações mexicanas pagam tarifas da Seção 232 nos Estados Unidos. São dados de 2024. O montante ascende a 158 bilhões de dólares. Predominam automóveis, aço e alumínio, setores altamente integrados.
Em contrapartida, 68,4% das remessas mantêm o livre comércio se cumprirem o T-MEC. Somam 345 bilhões de dólares. No entanto, o cumprimento varia entre 77% e 95%. Isso introduz riscos operacionais. Dentro dos 31%, os automóveis concentram 15,6%. Seguem-se o aço, o alumínio e os caminhões.