O condado americano de Santa Cruz e Gran Nogales propôs uma infraestrutura melhorada para reduzir a perda de produtos perecíveis no comércio entre o México e os Estados Unidos.
A Autoridade Portuária do Condado de Santa Cruz e Gran Nogales recomendou a criação de um anexo de facilitação comercial para melhorar a coordenação em matéria de inspeções e outras formas de cooperação regulatória, com o objetivo de reduzir a perda de produtos perecíveis, como produtos frescos.
Perda de produtos perecíveis
Josh Rubin, presidente do Porto do Condado de Santa Cruz e Gran Nogales, apresentou esta solicitação ao participar das audiências sobre a revisão do Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá (T-MEC) no final de 2025.
Rubin alertou que muitos portos de entrada estão obsoletos. Além disso, eles exigem investimentos significativos. Embora já estejam sendo construídas novas instalações, como em Douglas e San Luis, Arizona, as melhorias no lado mexicano ainda estão pendentes.
Por isso, ele ressaltou a necessidade de criar um mecanismo binacional de coordenação de infraestrutura. Assim, os investimentos poderiam avançar de forma sincronizada e eficiente.
Nesse contexto, ele lembrou que Nogales é uma das principais portas de entrada de produtos agrícolas frescos. Todos os anos, cerca de 7 bilhões de libras provenientes do México entram por essa fronteira. Portanto, ele incentivou a criação de um anexo para facilitar o comércio de produtos perecíveis dentro do T-MEC.
Infraestrutura fronteiriça
Na opinião de Rubin, esse marco permitiria reduzir os atrasos nas inspeções. Além disso, ampliaria a capacidade de armazenamento refrigerado e melhoraria a coordenação em matéria de segurança alimentar. Ao mesmo tempo, ajustaria os horários de operação para melhor se alinharem às necessidades da indústria, especialmente para produtos perecíveis.
O impacto é claro. Cada hora de atraso reduz a vida útil da mercadoria e aumenta as perdas. Por isso, ele sugeriu que os programas-piloto de faixas rápidas para produtos perecíveis poderiam se basear em modelos já testados, como o programa C-TPAT de transportadores confiáveis.
Além da infraestrutura física, Rubin destacou a urgência de modernizar o sistema automatizado do ambiente comercial, ACE. Frequentemente, observou ele, o sistema está sobrecarregado e obsoleto. Consequentemente, os atrasos causados por falhas tecnológicas são inaceitáveis em um esquema de cadeias de abastecimento just-in-time.
Nesse contexto, ele também apoiou a criação de um fundo de infraestrutura fronteiriça do T-MEC. Alternativamente, propôs um marco binacional de investimento focado na modernização dos portos. Isso incluiria tecnologias de inspeção, ferramentas de inteligência artificial, áreas de espera para caminhões e sistemas de proteção da cadeia de frio.
Eletricidade
O recente reaparecimento do verme perfurador do Novo Mundo no sul do México, acrescentou, evidenciou como os problemas regionais podem afetar cadeias de abastecimento inteiras. Por isso, incentivou a criação de zonas regionalizadas de saúde animal. O objetivo seria reconhecer as regiões livres de doenças e garantir a continuidade do comércio quando os protocolos adequados fossem cumpridos.
Por fim, Rubin enfatizou que fortalecer a infraestrutura elétrica transfronteiriça é essencial. Comunidades como Nogales, explicou ele, estão localizadas no final de uma rede elétrica frágil. Nesse ponto, qualquer interrupção pode paralisar completamente o comércio. Assim, o investimento em geração, transmissão e sistemas de redundância garantiria a confiabilidade, tanto para o comércio quanto para a segurança nacional.