O Brasil tem uma alta concentração de exportações para a China, medida pelo valor dos seus três principais produtos exportados.
Em contrapartida, suas vendas externas para os Estados Unidos são comparativamente diversificadas.
Concentração de exportações
As exportações brasileiras de mercadorias para o mundo totalizaram US$ 337,046 bilhões em 2024, dos quais 28% foram embarcados para a China e 12,1% para os Estados Unidos.
Outros destinos relevantes foram Argentina, Países Baixos, Espanha, Cingapura e México.
De todas as suas exportações para a China, os três principais produtos totalizaram US$ 71,333 bilhões, ou seja, 75,6% do total das vendas externas brasileiras para esse destino. Esta é a composição:
- Soja: 31,490.
- Petróleo: 19,964.
- Minérios de ferro e concentrados: 19,879.
A soma dos três principais produtos exportados para os Estados Unidos foi de US$ 11.016 milhões, representando 27,1% das exportações para esse mercado. Aqui estão eles separadamente:
- Petróleo: 5.831.
- Produtos semiacabados de ferro ou aço ligado: 2.803.
- Aeronaves com motor: 2.382.
Superávit comercial
Um relatório recente do Banco Central do Brasil destaca o crescimento do comércio bilateral do Brasil com os Estados Unidos e a China, com esses países representando quase 40% de suas exportações e importações.
Em 2024, o Brasil alcançou um superávit comercial com a China equivalente a 1,4% do PIB. Esse mercado concentrou 41% do seu excedente total. Em contrapartida, o intercâmbio com os Estados Unidos manteve-se em equilíbrio.
Com uma abordagem mais ampla, as vendas externas para os Estados Unidos apresentaram uma composição mais diversificada. Petróleo, ferro e aço semiacabados, ferro fundido, café e aviões representaram cerca de 40% do total.
Em relação à China, o panorama foi diferente. As exportações concentraram-se em poucos produtos: soja, petróleo, minério de ferro, carne e celulose. Juntos, eles representaram 90% dos embarques.
No lado das importações, o Brasil intensificou suas compras da China. Em 2024, o volume foi 98% superior ao de 2019. O impulso começou em 2021 e acelerou em 2025 com a aquisição de plataformas petrolíferas por US$ 2,7 bilhões.
Em contrapartida, as compras dos Estados Unidos diminuíram 23% desde 2019. Ao mesmo tempo, a China desbancou esse país como principal fornecedor de bens de média e alta tecnologia, posição que mantém desde 2019.